Brazilian Journal of Pain
https://brjp.org.br/article/doi/10.5935/2595-0118.20180025
Brazilian Journal of Pain
Original Article

Pain and musculoskeletal discomfort in physiotherapists of the intensive care unit and ward of a university hospital: a retrospective cohort study

Dor e desconforto musculoesquelético em fisioterapeutas da unidade de terapia intensiva e enfermaria de um hospital universitário: um estudo de coorte retrospectivo

Renata Maria Eloi dos Santos; Paula Andreatta Maduro; Tarcísio Fulgêncio Alves da Silva; Francis Trombini-Souza

Downloads: 0
Views: 213

Abstract

BACKGROUND AND OBJECTIVES: Both biomechanical and emotional factors may contribute to the development of work-related musculoskeletal disorders in physical therapists working at a hospital, but we still do not know if these professionals present musculoskeletal symptoms related to the sector and working time. The objective of this study was to compare the self-report of pain and musculoskeletal discomfort of the physical therapists working in the intensive care unit and ward of a university hospital and retrospectively evaluate, 12 months of work, self-report of pain and musculoskeletal discomfort of physiotherapists in these sectors.

METHODS: The self-report of pain and the musculoskeletal discomfort of the 18 physical therapists working in this hospital were evaluated by the Nordic Musculoskeletal Questionnaire in the admission period (T0) and after 12 months (T1).

RESULTS: No association was found between the self-report of pain and musculoskeletal discomfort and the working sector of these professionals. However, there was a temporal association between the self-report of pain and musculoskeletal complaints in the intensive care unit sector in the following regions: neck (p=0.043), shoulders (p=0.009), upper back (p=0.043), lower back (p=0.043) and hip and thigh region (p=0.027). The second shift of these professionals was not associated with pain and musculoskeletal discomfort.

CONCLUSION: The self-report of pain and musculoskeletal discomfort of physical therapists of this university hospital, both in the admission period (T0) and after 12 months of work (T1) was not associated with the sector in which they work. However, after 12 months, the physical therapists working in the intensive care unit showed an increase in the amount of self-report of pain and musculoskeletal discomfort.

Keywords

Intensive care unit, Musculoskeletal disorders, Musculoskeletal symptoms, Pain, Physiotherapy

Resumo

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Tanto os fatores biomecânicos quanto emocionais podem contribuir para o surgimento de distúrbios osteomusculares em fisioterapeutas que atuam dentro de um hospital; porém ainda não se sabe se esses profissionais apresentam dor e desconforto musculoesquelético relacionados ao setor e ao tempo de trabalho. Os objetivos deste estudo foram comparar o autorrelato de dor e o desconforto musculoesquelético dos fisioterapeutas da unidade de terapia intensiva e enfermarias e avaliar retrospectivamente, em 12 meses de trabalho, o autorrelato de dor e desconforto musculoesquelético dos fisioterapeutas desses setores.

MÉTODOS: O autorrelato de dor e o desconforto musculoesquelético dos 18 fisioterapeutas que atuam nesse hospital foi avaliado pelo Questionário Nórdico de Sintomas Osteomusculares, no período atual (T1) e comparados retrospectivamente com os dados avaliados no período admissional (T0).

RESULTADOS: Não houve associação entre o autorrelato de dor e o desconforto musculoesquelético e os setores de atuação desses profissionais, porém houve uma associação temporal entre o autorrelato de dor e o desconforto musculoesquelético na unidade de terapia intensiva, nas regiões de pescoço (p=0,043), ombros (p=0,009), parte superior das costas (p=0,043), parte inferior das costas (p=0,043) e região de quadril e coxas (p=0,027). A segunda jornada de trabalho desses fisioterapeutas não se mostrou associada com a dor e o desconforto musculoesquelético.

CONCLUSÃO: O autorrelato de dor e desconforto musculoesquelético de fisioterapeutas desse hospital universitário, tanto no período admissional (T0) quanto após 12 meses de trabalho (T1) não se mostrou associado com o setor de atuação desses profissionais. Depois de 12 meses, os fisioterapeutas da unidade de terapia intensiva apresentaram aumento no autorrelato de dor e desconforto musculoesquelético.

Palavras-chave

Distúrbios musculoesqueléticos, Dor, Fisioterapia, Sintomas osteomusculares, Unidade de terapia intensiva

References

Baptista PC, Merighi MA, Silva A. Angústia de mulheres trabalhadoras de enfermagem que adoecem por distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho. Rev Bras Enferm. 2011;64(3):438-44.

Alexopoulos EC, Tanagra D, Detorakis I, Gatsi P, Goroyia A, Michalopoulou M. Knee and low back complaints in professional hospital nurses: occurrence, chronicity, care seeking and absenteeism. Work. 2011;38(4):329-35.

Lima JP, Sousa AP, Santos EV, Bezerra AL, Sousa MN. Prevalência de distúrbios osteomioarticulares e algias em fisioterapeutas. Rev Saúde Públ Santa Cat. 2015;8(3):98-108.

Cromie JE, Robertson VJ, Best MO. Work-related musculoskeletal disorders in physical therapists: prevalence, severity, risks, and responses. Phys Ther. 2000;80(4):336-51.

Rodrigues AR, Pedro R. Prevalência de lesões músculo-esqueléticas relacionadas com o trabalho em fisioterapeutas portugueses e fatores de risco associados. Rev Ciênc Saúde ESSCVP. 2013;5(1):9-23.

Hudak C, Gallo B. Cuidados intensivos de enfermagem - uma abordagem holística. 1997.

IPAQ G. (IPAQ G. Guidelines for Data Processing and Analysis of the International Physical Activity Questionnaire (IPAQ) 2005. 2016.

Barros E De, Alexandre NM. Cross-cultural adaptation of the Nordic musculoskeletal questionnaire. Int Nurs Rev. 2003;50(2):101-8.

Pour HA, Ozvurmaz S, Tipirdamaz B, Gundogmus EE. The prevalence, severity and occupational risk factors of low back pain among ICU nurses. Ulutas Med J. 2016;2(3):138-47.

Anyfantis I, Biska A. Musculoskeletal disorders among Greek physiotherapists. Traditional and emerging risk factors. Saf Health Work. 2017:1-5.

Olkowski BF, Stolfi AM. Safe patient handling perceptions and practices: a survey of acute care physical therapists. Phys Ther. 2014;94(5):682-95.

Magnago TS, Lisboa MTL, Griep R, Kirchhof AL, Camponogara S, Nonnenmacher CQ. Condições de trabalho, características sociodemográficas e distúrbios musculoesqueléticos em trabalhadores de enfermagem. Acta Paul Enferm. 2010;23(2):187-93.

Iqbal Z, Alghadir A. Prevalence of work-related musculoskeletal disorders among physical therapists. Med Pr. 2015;66(4):459-69.

Campo M, Weiser S, Koenig KL, Nordin M. Work-related musculoskeletal disorders in physical therapists: a prospective cohort study with 1-year follow-up. Phys Ther. 2008;88(5):608-19.

Cho KH, Beom JW, Lee TS, Lim JH, Lee TH, Yuk JH. Trunk muscles strength as a risk factor for nonspecific low back pain: a pilot study. Ann Rehabil Med. 2014;38(2):234-40.

Truszczynska A, Scherer A, Drzal-Grabiec J. The occurrence of overload at work and musculoskeletal pain in young physiotherapists. Work. 2016;54(3):609-16.

Vieira WH, Pedroza EP, Filho RG, Abreu BJ. Prevalência de desconforto musculoesquelético em fisioterapeutas da rede pública hospitalar de Natal/RN. Fisioter Bras. 2015;16(2):107-12.

Bleyer FT, Barbosa DG, Andrade RD, Teixeira CS, Felden EP. Sleep and musculoskeletal complaints among elite athletes of Santa Catarina. Rev Dor. 2015;16(2):102-8.

Lima Júnior J, Silva T. Análise da sintomatologia de distúrbios osteomusculares em docentes da Universidade de Pernambuco-Campus Petrolina. Rev Dor. 2014;15(4):276-80.

Shah S, Dave B. Prevalence of Low Back Pain and Its Associated Risk Factors among Doctors in Surat. Int J Health Sci Res. 2012;2(1):91-102.

Raithatha AS, Mishra DG. Musculoskeletal disorders and perceived work demands among female nurses at a tertiary care hospital in India. Int J Chronic Dis. 2016;2016:1-7.

Leal GM, Oliveira MR, Bastos VC, Barros MD, Carvalho AG, Campos SL. Estudo dos distúrbios musculoesqueléticos em fisioterapeutas: correlação com a rotina do trabalho. MTP & Rehab J. 2014;12:567-82.


Submitted date:
11/26/2017

Accepted date:
04/02/2018

5f1624f20e882560349517e3 brjp Articles

BrJP

Share this page
Page Sections